quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Publicidade

Meus caros amigos e leitores, não gosto de fazer publicidade de coisas que me digam respeito. Não gosto de chamar a atenção para mim própria, embora curiosamente me sinta muito à vontade a fazer publicidade a outros. No entanto, como mo recordou um amigo recentemente, se não nos publicitarmos, quem o fará?
Assim sendo e porque acho que o Miguel Guilherme tem uma voz tremendamente sensual, sobretudo quando lê histórias minhas, aproveito para deixar aqui o aviso de que amanhã, pelas
17h20, 21h20 ou 03h20 na Antena 1 da RDP, no programa "Histórias (de)vida".
O texto já vocês leram aqui - é o "Sangue, suor e lágrimas", mas é como eu digo, com a voz e a representação do Miguel Guilherme, até eu estou curiosa para ouvir...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Coisas de Chuvas e meteoros

Esse titulo so existe porque assim decidiu. De cada vez que tenho de usar esse precario computador e maligna internet de cafe junto da minha casa em santiago, tenho uma pequena dor de bilis, tenho um serio problema com as teclas, com o stress da velocidade dessa coisa, mas enfim, como estou numa paz, ta-se bem.

Estou a escrever que nem uma possessa!!! Fazem ideia do mar daqui!!! Nao ha oceano no mundo mais bonito do que o mar de kebra kanela. Temos um batimento cardiaco identico, juro, nao eh literatura nao.

Vou para Luanda esta semana mas regresso a CV no final de novembro. Em dezembro. 19 estamos em portugal e meninos. Vamos beber um grogue. Eu levo voces apanham a grande piela. Eu fico observando. O alcool brigando com o vosso sangue e batendo batuques nas vossas ancas. Era mesmo doido de bonito.

Ja coisas de luanda vou vos levar o que luanda mandar. Eu ainda nao sei.

Ando serena e batida de cacau na pele. Como pele minha que sao, fico vos sentindo a falta. Das carecas, das meninas das blusas cor a fazer de rosa, das asas de larva borboleta, dos caramelos, e dos sabores inteiros que me oferecem num certo a toa.

Um beijinho muito concreto com sabor a saudade.

V.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

UM SOPRO DO CORACAO DA ILHA

Num computador cansado de velho, ainda assim meigo, do encantamento com que olho para tudo,
mando um sopro de um coracao da ilha
para as ilhas que se revelam
nos vossos contornos

V.

sábado, 13 de outubro de 2007

OS LOBOS

Uivam à lua
e comem a carne de gente

Ou não?

(risos)

Estou só a escrever à toa para espantar becos

Shô!!!

Lobinhos
vou visitando as letras
sangue de guelra
vossa

Brisas Melancolicas

Ando com as veias
cheias
de melancolia

A saudade inventou quem?
Quem esse?
Maluco de querer sentir-se assim?

Ando com o pé
Falhando passadas

Ando sem.

É.

Ando sem.

Faz mal não.
Ir um pouco
Sem compasso afinal.

Assina: Penitência sem finados

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Fim de um Lobo é o começo de outro

O Bruno matou o Lobo dele e eu soltei o meu! Pus hoje um post onde começo a falar de coisas de que nunca ouviram falar. Um pé no Futuro. A oportunidade de assistirem, e participarem, numa revolução do conhecimento. Tal como há 5 séculos atrás! Será, não será...?

Vou tentar cumprir o desejo de Einstein : expôr as teorias de uma forma que uma criança possa entender! e tentar fazer como o Galileu: falar para os não-cientistas. Porque os cientistas, como explicou o Planck, já têm a cabeça cheia das ideias velhas, não têm espaço para as novas.

(as crianças, para entenderem, fazem perguntas - por isso fico à espera das vossas!)

Abraços. Alf

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Lobo com fim à vista...

Pronto, matei o meu lobo. Só falta um epílogo em forma de sopro eterno e é o fim do conto. Muito obrigado.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Por favor...


... leiam, comentem, actuem!
A causa é também nossa...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

domingo, 30 de setembro de 2007

Engolindo JAZZZZZZZZ...............

Por vezes os acontecimentos possuem a felicidade de simplesmente acontecerem.
A semana passada, ou foi antes disso? Não sei, e nem faz mal nenhum a falha de memoire do tempo. Aconteceu eu engolir de uma assentada o grande som do Quarteto André Fernandes e a magnifica gestão de silêncios do Steve Wilson Quartet.
Os dois quartetos, tiveream o condão de deixar que me acontecessem coisas de drummerworld, Alexandre Frazão tem baterias que as baterias desconhecem, e Adam "Magic" Cruz, é EXTRAORINÁRIO no mesmo intrumento.
O Grandioso senhor CRUZ eleva à catergoria de asa uma pessoa alma.
Há CRISTO acreditem. Há DIVINO nesse mundo agora mesmo

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

My Heart is full of water

Há dias assim
Leves
:-)

Assina: Flor de jardim

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Inspiração

Vejam este texto da Sophia de Mello Breyner Andresen

(post de 25 de Setembro)

Esta capacidade que ela refere treina-se. Temos de procurar as situações em que melhor ela funciona e temos de nos treinar a escutar, a deixar as ideias fluirem sem intervir com o consciente. É uma atitude que temos de cultivar e que é muito diferente da atitude de procurar conseguir obter resultados usando o raciocínio.

Boas inspirações.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Os leques cresceram

(foto da Kátia Bandeira de Mello Gerlachk com o seu pequeno Matias)

Já havia nove meses que a nossa Kátia nos prometia... Um dia teremos um mini leque... aqui está a prova de que cumpriu a promessa bem cumprida!

Lá pelos States há agora um pequeno leque a gritar a plenos pulmões, a agitar os seus ventos pelas vidas que o rodeiam... e também as nossas que daqui de longe o vamos bafejando com os nossos pós inspirados e lhe vamos mandando umas energias mesmo boas!!!
Talvez a borboleta, ao passar pelo hemisfério norte o vá visitar e nos traga um pouquinho só da sua presença...

Beijos bela Kátia...

domingo, 23 de setembro de 2007

A minha vida (presente)

Perdoem-me. Este é um post com um cariz mais pessoal. Para começar tem algo raro meu: uma foto da minha fronha! Depois tem uma confissão, que se segue agora: como sabem, regressei às lides da publicidade. E, talvez não saibam, em publicidade não há horas para nada. Trabalho tipo 9 a 10 horas por dia e quando chego à noite já não tenho cabeça para escrever nem mais uma linha. Mas fiquem descansados pois a minha produção escrita não se finará, apenas será mais espaçada. Assim, estou a apenas 1 post de finalizar a história infantil no meu blog. Seguidamente tenho a história do meu lobo solitário para terminar. Para esse conto faltarão um ou dois posts, no máximo. Não tenho o final escrito mas está desenhado na minha cabeça. Depois disso terei de arranjar mais motivos para escrever e assim de repente não tenho mais nenhum mas acho que, depois deste turbilhão inicial no meu novo trabalho, acho que é chegado o tempo de eu pensar num projecto de escrita com princípio, meio e fim, eventualmente a pensar num hipotético livro. Não quero ser nem presumido, nem taxativo, mas acho que tenho de pensar nisso mais a sério.
Quanto a vocês, tenho-os visto por aqui e pelos vossos blogs e fico contente por não perdermos o rasto um dos outros. Lembro que quem quiser colocar o link de um blog ou site pessoal é só dizer que ficará tratado num instante. Com um blog cada vez mais interactivo, mais agitação poderemos provocar. Só depende de nós.
Beijos para as senhoras, abraços para os senhores.
Com saudades,
Francisco Bruno

domingo, 16 de setembro de 2007

Regresso ao trabalho

Leques, olá a todos.
Ao contrário do habitual, este post tem um cariz mais pessoal. Caso não saibam, eu voltei às lides da publicidade há já uma semana. Estive desempregado 6 meses e eis-me de volta ao turbilhão de trabalho e mais trabalho, tipo 9 horas diárias para cima, perspectivas de noitadas e fins de semana a bulir (sem ganhar mais por isso). Confesso que é algo que não me provoca sorrisos mas enquanto não souber fazer outra coisa que dê algum dinheiro não tenho outro remédio.
Infelizmente, com o meu regresso ao trabalho terei menos tempo para o meu blog e também para este (mas estou muito contente pois os leques agitados já têm a sua autonomia mais que estabelecida).
Assim, eu não me esqueci de vocês, descansem. Estarei por aqui e pelo meu blog mas eventualmente menos interventivo. Os meus projectos de escrita continuarão e agora que também já sou formador possivelmente outras oportunidades se poderão abrir para mim (se a publicidade deixar, lá está).
Até breve, eu aparecerei por aqui, nem que seja para vos ler!

Tenho lido e escrito imenso

Tenho lido e escrito imenso, ler leio o excelentissimo Luis Carmelo, ando a conversar com a cintura da menina de Deus, ou do menino de Deus, que deus gosta de pegar as gentes pela coxa.
(nem me fica bem dizer isso mas são influências de outros passaros)

Ando a gostar estranhamente de palavras que eu rejeitava, palavras como bonito. Bonito é uma palavra deliciosa. Palavras como querida que eu achava absolutamente enjoativo. Palavras como regurgitar...que é quase que um gorgolejo.

Mas há uma que é como se fosse minha mãe, e é a palavra coisa.
Nada subtitui com veracidade o significado sonoro de coisa. Coisa é tanto abstracto quanto exacto, não tem certezas. E serve para um sem fim de nomes e finalidades. Por isso é uma palavra mesmo minha mãe.

Estou por esses dias com a cabeça no colo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A natureza...

...Canta para mim..
Dia 12 de Setembro de 2007... O dia nasceu negro, a noite fora tempestuosa, trovoada de arrepiar e uns relâmpagos lindos, azuis, com voz imponente lançavam-se à terra, carpindo as mágoas de um Verão que se despede...
Como sempre apreciei o som da tempestade. Nascida em África, penso que o trovão e o flash do relâmpago façam parte da minha carne e do meu sangue... não sei, talvez façam...
Eu sei é que nessa noite a natureza cantou para mim, uma autêntica ópera das Valquirias, com o mundo a desabar sobre a minha cabeça!
O dia amanheceu ainda assim negro. Costuma dizer-se que depois da tempestade... a bonança... mas desta vez parecia que a tempestade tinha apenas feito um intermezzo para continuar mais tarde.
O dia era o último de férias para os meus pequenotes e resolvemos tirar a tarde para um passeio à beira mar. Almoço e café na Marina de Vilamoura, zona in e out quando estamos em pleno Verão, mas agora bem simpática para um respirar tranquilo e um adeus à dolce vita...
O negro resplandecia no céu e parecia que nos ia cair em cima a todo o momento. O movimento das nuvens nem chegava a ser visivel, tão compacta era a massa negra acima das cabeças.
Sentámo-nos na esplanada da Häagen Dasz para um cafezinho e gelados e durante as brincadeiras dos miudos resolvi dar uso à net móvel no meu Sony Ericsson...
Tinha deixado o Michael Bublé cantar por mim o que sinto pelo pessoal do Lec e a Nessa, como é incapaz de resistir a um bom desafio, respondeu à letra. Li e acatei o conselho de sair e procurar a minha luz e no preciso instante em que olhei o céu lá estava ele... Sua excelência o Sol rainha, espreguiçando os raios mais afoitos por entre aquela escuridão ameaçadora.
O arrepio foi instantâneo - recebi o teu sorriso Nessa... obrigada minha querida.
Sorri de volta aos raios de sol e mandei-os levar-to para que soubesses que te tinha ouvido.
A Natureza cantou para mim, mesmo sem os trovões, sem os pingos grossos da chuva no telhado, sem os pássaros ou as borboletas. Aqueles raios por entre as nuvens tinham som de cristal e de riso amigo!
Não me vou... fico... não sei até quando...

Olá pessoal - aceitam um desafio?

O desafio está lá no meu blog - incorrigivel-ratodebiblioteca.blogspot.com.
Façam-me uma visita, comentem os posts, Ah! e não se esqueçam... respondam ao desafio!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

RATOS DE BIBLIOTECA

O que tenho para contar nada tem a ver com bibliotecas mas como é ditado de pé num computador da biblioteca de Oeiras, vale a pena entitular a coisa de rato de biblioteca...esses espécimes metidos de nariz nos livros.

Ontem aconteceu-me uma coisa que eu queria oferecer à Patricia, porque ela parece-me querer partir de muitos lugares.

Eu e o senhor marido metemo-nos no carro com o puto e andamos por aí sem destino apenas ouvindo uma antiga cassete de fabuloso Jazz. Aquele Jazz do caraças, estão a ver? Aquela cassete é uma reliquia porque nos leva de volta ao mesmo amigo, o Mito. Um pintor caboverdiano magnifico que é primo do senhor marido e meu amigo de infância. Foi ele o responsável por termos Jazz no coração. Quando eu era menina ele arranjava umas cenas a que chamava de "balisinhas de Jazz", eu e a minha melhor amiga Isa (mana dele) estavamos convidadas a entrar no fabuloso mundo de arte do seu quarto para dançar Jazz.
Há lugares de felicidades delicadas que até para contar perdem o nome. Querem se esconder e guardar.
Ao Ricardo ele gravava milhares de cassetes com tudo do bom da música, e ensinava a papar programas de TV que fatidicamente finaram com o tempo.

Ontem, eu e o Ricardo, mais o puto pequeno, passeámos ao som do Mito. Corremos a marginal de ponta a ponta e depois de tal forma relaxados e frescos de espirito, estacionamos a viatura no paque da praia da torre.

Meus amigos, a natureza deu música! Dentro do carro, Mauro no sono, flashes de relampagos exuberantes iluminavam o céu nocturno, dando música, trovoadas faziam de contra-alto, e a chuva que inicialmente batia de fininho nas janelas, caiu em cascata por sobre o capot...o som era...extraordinário.

Ficamos ali uma hora até a natureza dizer bye bye temos sono.

Um pessoa viaja todos os dias nas coisas simples do mundo. Basta se abrir.

Pequena Patricia, se estás de desanimo, acorda para ti e vai lá fora que tudo se resolve num momento. Ou então, sonha, veste uma camiosola de caxemira um par de manolo blahnik e sai porta fora nua.

Um abraço a todos
um beijo nas asas da butterfly
Um abraço no cvoração da Pat

V.